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20080215

Nuevas!

   Vamos às últimas notícias. A maior mudança da minha rotina, no momento, é que estou estagiando na Agência de Comunicação Multimídia da Metodista. Não ganho nada pra isso, ainda. Indefinidamente. O que muda um pouco os meus planos. Não muito grave. Vou continuar sem um puto e sem as incríveis facilidades que permeiam sua vida quando você tem [qualquer] dinheiro. Como alguma independência e tudo. Tá tudo bem, pra mim. Por hora, o que vale é a experiência do estágio e tudo, que vai ser proveitosa, absolutamente.

   Além disso, o TCC está começando a caminhar. Admito, eu sou um pouco radical, em algumas situações. Tudo bem, radical em muitas mas estava, durante as férias, calculando o TCC. O TCC que eu faria sozinho. Não dava para considerar um grupo, basta. Inaceitável. Jamais.

   Aí, as aulas começaram. E o lado que não é radical é um lado que eu não chamo mas poderia chamar de de Pollyana, por causa do jogo do contente. E as aulas começaram e eu fico insuportavelmente otimista. E penso, oras, por que não? Dessa vez o grupo inteiro vai funcionar, vai ficar tudo ótimo! Problemas passados ficaram no passado, o futuro é feliz e vai ficar tudo azul.

   Bah.

   Parece até filosofia hippie, por deus. Me aconselharam a segurar um pouco a onda. Segurei. Recobrei a razão. Vai dar tudo certo e tudo acontecerá dentro dos prazos e possibilidades, sim. Porém, só o será se eu fizer a coisa direito agora. E comecei a trabalhar efetivamente para tal.

   Meu computador continua torrado. Estou postando da faculdade o que é uma solução muito mais elegante do que postar no antigo computador que tenho em casa — se não mais elegante, ágil e nesses tempos de carros e patinetes, quem tem tempo a perder?

   Pelo menos, o homem da seguradora que foi em casa não era o Ben Stiller nem nada. Não o vi, minha irmã o recebeu lá, eu não estava em casa. Falou que ele era simpático até. Eu digo que ele deveria ser demitido, como ele ousa?

   Além disso, e fugindo ridiculamente do assunto, eu preciso de uma contribuição. Eu preciso da coleção toda. E eu não tenho nenhum número lançado portanto, preciso de 190 reais especificamente para isso. A coleção de música clássica (que eu perdi, não comprei depois, foi encerrada qualquer venda e eu amargo um desgosto tremendo por não ter comprado, até hoje) passou e não posso deixar passar a coleção de jazz, é sério.

   Enfim, preciso de ajuda.


Vale figa, pessoal.

20080127

Grafia

Esqueci de citar no outro post mas considero isso realmente útil porque quando eu pesquisei me deparei com esse site que me ajudou muito então vale um post novo.

Portfolio, portifólio e portfólio… qual a grafia correta?


Basicamente tira aquela dúvida sobre a maneira correta de se referir ao seu conjunto de trabalhos.

Daí só depende de você não deixar a impressão do recheio para a última hora.

20080126

Cinco reais

Há dois dias me chamaram para uma entrevista de emprego, na segunda-feira. Na verdade, já fiz a entrevista, uma vez. Essa é uma segunda entrevista, deverei apresentar um porta-fólio e tudo.

Na verdade, a entrevista deveria ter rolado semana passada, na segunda-feira. Me ligaram pela manhã e disseram que eu deveria estar lá às 18h. Tudo bem, eu disse, levo alguma coisa? E tinha que levar o maldito porta-fólio. O dia passou muito rápido, foi o tempo suficiente para organizar arquivos no meu computador, tentar lembrar onde estava esse ou aquele trabalho bem legal para apresentar - que não encontrei - e se deparar com outros que não me lembrava e que eram bons também. Me aprontei e saí de casa. Me ligam do bendito lugar. A entrevista foi cancelada porque o senhor que me entrevistaria não conseguiria chegar a tempo. Foi um desses dias que você liga o televisor e vê que São Paulo tornou-se uma cidade submarina. Me ligariam em até dois dias para marcar uma nova data. "Tudo bem", eu disse. Estava tranqüilo porque seria fácil já que tinha organizado tudo, seria só questão de imprimir os trabalhos no decorrer da semana. Por alguma razão, a semana passou sem eu perceber, marcaram a próxima segunda-feira e de repente, era ontem. Ontem foi aniversário de São Paulo. Eu me enrolei. Hoje eu fui a uma gráfica imprimir alguns dos meus trabalhos porque eu tenho apenas umas míseras fotos de outros projetos.

A gráfica estava fechada.

Tudo bem, vamos a outra gráfica rápida que eu conheço. Estava aberta. "É a cores ou pb?" o homem me pergunta. É a cores, meu senhor. Ele pega o DVD com os trabalhos para ver o que era. Anda para lá e para cá enquanto uma moça olha o conteúdo do disco. Pergunto o valor que eles cobram. Ele começa a escrever em um papel sem falar nada. Não entendi a razão daquilo. Acho legal quando escrevem mas não, ele escrevia em silêncio e terminando de escrever me passa o papel como se estivesse me fazendo a mais indecente das propostas. O valor era aceitável. O que achei um absurdo foi uma taxa cobrada para abrir os arquivos. Disse em voz alta "Cinco reais para abrir os arquivos?". Como se não fosse a coisa mais absurda do mundo, ele diz um natural "Isso". Senti fervilhar. Não tenho certeza mas há alguma maneira de alguém levar trabalhos para serem impressos sem que se abra um arquivo? Não falo de cópias comuns, xerox ou coisa que o valha. Impressão de conteúdo original. Pois é, cheguei à mesma conclusão. Safado. Não conhecia nenhuma outra gráfica rápida na região que estivesse aberta além dessa gráfica rápida miserável que cobra cinco mangos para abrir os arquivos pelos quais eu já pagarei para serem impressos. Respirei fundo. "Tudo bem vai, pode fazer". Não, não podiam pegar o trabalho hoje porque tinham um outro trabalho grande "mais de duas mil cópias" de alguma coisa para alguém que era à cores. Poderão imprimir isso na segunda, pra mim. Tenho que estar na segunda-feira às 9h em São Caetano com a droga dos trabalhos em mãos. Ele diz "Abrimos às oito e quinze". Rangi os dentes, agradeci e saí pisando duro. Filho da puta.

Cheguei em casa e sentei com a lista telefônica no colo. Pesquisei por gráficas rápidas na região e nada. Qualquer lugar muito mais distante fecharia quando eu chegasse na porta. Liguei em alguns lugares. Nada, nada, nada, nada, nada. Tentei me concentrar. Procurar uma outra solução. Qualquer solução. Liguei em mais alguns lugares e continuei sem nenhuma possibilidade de imprimir isso hoje. Amanhã é domingo. Segunda tenho que estar no tal lugar às nove horas da manhã com esses arquivos impressos. Tinha que conseguir algo. Penso, penso, penso, penso -- Espera.
Engoli à seco e contrariado. Sentindo o orgulho se ferir, concluí:

Segunda estarei na gráfica safada às oito e quinze da manhã.

De todas as possibilidades e impossibilidades, considero-me culpado por isso. Em parte. O maior responsável, pra mim, é claro. É esse maldito inferno astral.
Só faltam oito dias para esse maldito inferno astral acabar.

20080105

Sangues

Doei sangue, lá no Hospital do Câncer.

Em filmes sempre mostram as pessoas doando sangue e até sêmen por dinheiro. Aqui, ganhei suco e uns biscoitinhos. Não sei quanto eles pagam lá fora mas pareceu um negócio justo pra mim, aqui porque eu bem gastaria o dinheiro do sangue com comida e sequer suco seria.

Mas poderia pagar contas, ou pegar um ônibus, realmente não sei. Quando alguém trabalha muito, alguém diz "Dei o sangue nesse trabalho".

Quanto de sangue
exatamente?

Porque analisando friamente, se deu o sangue e continua vivo, deu bem um suquinho e biscoitos.