Minha mãe é professora em uma escola pública. Essa semana, ela chegou em casa suspirando e depois, ela grita do alto das escadas "Filho, quer ser o papai noel da escola sexta-feira?". "Ser o papai noel?", eu perguntei. "É, precisamos de alguém para se vestir de papai noel lá na escola!"; "Se eu aceitasse, o que eu teria de fazer?" e ela me disse "Ah, é só conversar com as crianças, distribuir livros, essas coisas. Nós mesmos distribuiríamos os livros mas aí surgiu a idéia do Papai Noel fazer isso!"
Um silêncio curto.
"Livros, né? Eu vou distribuir livros para elas, certo?"
"Isso. Livros."
Então hoje minha mãe me trouxe a roupa de Papai Noel para eu experimentar.
Amanhã, debuto.
A ver.
20071213
Papai Noel?!
20071206
Matemática
Pegue uma edição muito interessante de cinco discos do filme Blade Runner.

Traga para o Brasil.
Daí, fica assim:

Posso até ouvir o diálogo na Warner:
Só para relembrar, lá fora há a edição com dois, quatro e cinco discos. A última é a que vem na maleta. Aqui, há apenas uma edição tripla. Aparentemente, tirando o número de discos (E a foto de divulgação mais magra), não perdemos nada de brinde:
Ah, claro. Lá fora também tem uma carta do Sir Ridley Scott mas, para isso eu estou cagando. O que me incomoda é ter um edição recapeada sem os benditos extras que estão nos dois discos que faltam. O que seria realmente um motivo interessante para comprar essa maleta. Mas a Warner, sempre competente e ligada no mercado coloca a mesmíssima edição tripla por 60r$ no mercado contra os 300r$ cobrados pela maleta, um unicórnio de Origami, um carrinho de plástico e meia dúzia de fotografias.
A parte boa é que como essa edição fresca vai atolar no mercado, ano que vem vai dar pra encontrar por um precinho camarada por aí. Ou ainda aguardar a edição de cinco discos ser lançada. Ou importar a edição de cinco discos norte-americana.
Pomba, o disco quatro é cheio de "featurettes" e o quinto tem aquela "Workprint Version", a versão "Radicalmente diferente". Enfim, lançarão uma Edição Especial Definitiva sem dois discos, incluindo outra versão do filme. Não parece muito definitivo pra mim.
Vai ver não colocaram porque não souberam como traduzir "Workprint Version"
Traga para o Brasil.
Daí, fica assim:

Posso até ouvir o diálogo na Warner:
Pessoa 1: "Ah, mas pra que tantos discos?! Vamos colocar em três só!"
Pessoa 2: "É, fica mais bonito ó: Um disco vermelho, um amarelo e um azul. Não entendo ter um disco verde e um roxo!"
Pessoa 1: "Cara... São as cores primárias! Nada ver botar o verde e o roxo. Sabe... Elas são secundárias!"
Pessoa 2: "Faz todo o sentido! Bora lançar essa edição tripla!"
Só para relembrar, lá fora há a edição com dois, quatro e cinco discos. A última é a que vem na maleta. Aqui, há apenas uma edição tripla. Aparentemente, tirando o número de discos (E a foto de divulgação mais magra), não perdemos nada de brinde:
DVD Triplo + Maleta Exclusiva
Contém:
- Imagem holográfica do filme
- Coleção de imagens do filme
- Carro (spinner car)
- Unicórnio
Ah, claro. Lá fora também tem uma carta do Sir Ridley Scott mas, para isso eu estou cagando. O que me incomoda é ter um edição recapeada sem os benditos extras que estão nos dois discos que faltam. O que seria realmente um motivo interessante para comprar essa maleta. Mas a Warner, sempre competente e ligada no mercado coloca a mesmíssima edição tripla por 60r$ no mercado contra os 300r$ cobrados pela maleta, um unicórnio de Origami, um carrinho de plástico e meia dúzia de fotografias.
A parte boa é que como essa edição fresca vai atolar no mercado, ano que vem vai dar pra encontrar por um precinho camarada por aí. Ou ainda aguardar a edição de cinco discos ser lançada. Ou importar a edição de cinco discos norte-americana.
Pomba, o disco quatro é cheio de "featurettes" e o quinto tem aquela "Workprint Version", a versão "Radicalmente diferente". Enfim, lançarão uma Edição Especial Definitiva sem dois discos, incluindo outra versão do filme. Não parece muito definitivo pra mim.
Vai ver não colocaram porque não souberam como traduzir "Workprint Version"
Pessoa 1: "V-V-Vo-Vorquiprinte Verssom? Ixi... Corta, corta."
20071204
Seis da madrugada
Se eu acordei cedo?
Não. Na verdade, neste exato momento, terminei o último projeto do semestre. Claro, faltam alguns detalhes aqui e ali porém, a parte realmente pesada já foi.
O dia tá amanhecendo e já repousa aquela gelada penugem invisível sobre mim. É sempre assim, fico batendo dentes de maneira ridícula até eu finalmente dormir.
Finalmente, dormir.
Não. Na verdade, neste exato momento, terminei o último projeto do semestre. Claro, faltam alguns detalhes aqui e ali porém, a parte realmente pesada já foi.
O dia tá amanhecendo e já repousa aquela gelada penugem invisível sobre mim. É sempre assim, fico batendo dentes de maneira ridícula até eu finalmente dormir.
Finalmente, dormir.
20071116
"Planet Earth (I saw enough to make me cry on)"

O maior problema do Kasabian foi ter vindo depois do Devo. O Devo fez um show extremamente divertido, energético, fora de controle, imprevisível, lindo. Não cantaram Planet Earth como o título deste post implica ou como seria muito conveniente, dado o nome do evento mas cantaram muitas, muitas outras canções que todos queriam ouvir.

Há muitas outras músicas que deveriam ter entrado, é claro. Mas eles fizeram um show de uma hora e tantos minutos, lá pelos idos de uma hora e quinze minutos. Longo para um festival com muitas outras bandas mas curto para uma banda como o Devo de tantas músicas boas.

Retomando a comparação com o Kasabian, o problema foi ter visto senhores nos seus 60 anos pular e fazer um show com tanta energia, emoção e preocupação minutos antes de uma banda de rapazes muito mais jovens entrar, se colocar no palco, cantar e se limitar a gritar "Let me see your hands, Sao Paulooo" de tempos em tempos quando muito colocando as mãos para o alto também. Experiência de palco e etc, claro, faz diferença. Mas o problema é: Se você é apático uma vez, será sempre apático. E falando nisso, o show dos Strokes aqui, em 2005, uma das bandas responsáveis pelo "retorno do apático ao rock" fez um show que muitos reclamaram da altura do som (De onde eu estava o volume estava ótimo!) mas que mostrou que ser apático ou pouco empolgado ao palco pode muito bem ser um estilo e a base de um show extremamente divertido. O Kasabian pareceu apático a suas músicas, como quem não crê muito no que faz. Foi desconfortável.

O Devo, por sua vez, brincou o tempo todo, conversou com o público, cantou, tocou, dançou. E o público, juntamente, cantou, dançou, gritou. Na terceira música eu já não tinha voz. Arrancava ganidos da garganta para saudar aquela banda que mostrava para essa nossa geração que música boa é música com alma. Que ter ideologia e visão crítica não é ser chato ou niilista. O Devo falou da floresta amazônica, durante o show. Provou teorias ("How many people tonight. The De-Evolution is real!" com a resposta de um massivo e sonoro IIÉÉÉÉÉÉ!, inclusive de mim) e mostrou como suas músicas ficam ainda melhores ao vivo!

Em um dos exemplos mais divertidos, para mim, foi durante a canção Jocko Homo. A canção por si só já é genial quando diz coisas como "God made man but he used the monkey to do it. Apes in the plan, we're all here to prove it: I can walk like an ape, talk like an ape, I can do what a monkey can do. God made man but a monkey supplied the glue" mas no seu bordão é que as coisas pegam fogo. Basicamente, a banda faz uma pergunta e todos respondem em coro. "Are we not men? We are devo!", repetidas vezes, com variações silábicas. E assim foi no show, are we not men, we are devo, are we not men, d-e-v-o, are we not men, we are devo... Dado momento, continuando a canção, ao invés de Mark Mothersbaugh perguntar de novo "are we not men?", ele fez sons de macaco. E todos fizeram sons de macaco, repetindo. Duas, três vezes, aos berros. Parecia um culto, totalmente hipnótico, com pessoas gritando em resposta ao pastor. Já falei que foi incrível?

As fotos que eu tirei ficaram com a duvidosa qualidade que se espera de um celular com câmera fotográfica. Gravei alguns pedaços de áudio e até um trechinho de vídeo durante "Peek-a-Boo", a segunda canção. Boas fotos podem ser vistas no site do festival e até vídeos das canções, o que comprovará muito do que eu disse aqui.
O show do Devo encabeça, juntamente ao show do Iggy Pop e os Stooges, ocorrido no Claro Q É Rock, em 2005, como os melhores shows que eu já tive a oportunidade de ver. Agora, coincidência ou não, ambas bandas são bandas bem mais antigas do que a média que faz shows por aqui (E das que eu já vi) o que pode ou não ser uma espécie de "sinal dos tempos". Não costumo me perder em sessões de nostalgia ou sequer reclamo de bandas ou músicas novas. Mas tou pra ver uma banda mais recente que consiga fazer um show tão empolgante quanto o Devo ou o Iggy com os Stooges (The Hives, espero por vocês!).
20071110
Planeta Terra
Hoje à noite acontece o Planeta Terra, do portal Terra. De fato, provavelmente já começou. Eu vou chegar um pouco mais tarde, pretendo ver o Devo.
Porém, e isso tenho certeza, o festival fez com que muitos interessados sentirem-se estúpidos ao fazer uma busca no Google pois, quando o festival foi anunciado, todos perceberam como o nome do festival é, não por coincidência, intimamente ligado ao planeta Terra em que moramos.
Atualmente, graças às tecnologias de magia negra e page clicks do Google, o Planeta Terra (festival) vem listado antes do Planeta Terra (mundo).
Depois, impressões, aqui
20071109
"Planeta Terror"
Acabei de voltar de uma sessão de Planeta Terror.
Não sei bem o que dizer ainda. Saí do cinema com uma impressão desagradável, de filmete medíocre. Honestamente, os filmes do Robert Rodriguez geralmente me deixam com essa impressão. Sin City eu achei uma bobagem, muito quadrinho e pouco cinema. E analisando agora, Planeta Terror sofre de um mesmo mal: O estilo se sobrepõe ao conteúdo. Em Sin City, o estilo incrivelmente fiel aos quadrinhos foi seu único mérito e seu grande defeito. Quadrinhos não são cinema e vice-versa. Cada mídia tem suas características próprias e a narrativa de uma nem sempre se encaixa exatamente na outra. Em Planeta Terror isso não precisaria ser um problema uma vez que é um filme que homenageia tantos outros, ou seja, tá tudo já meio que pronto.
Mas Robert Rodriguez conseguiu inclusive diminuir o gênero em algo raso e pouco interessante. Quando li uma primeira crítica do filme, citaram A Noite dos Mortos Vivos. Citaram que Planeta Terror não vai além disso e etc. O que prova ser uma besteira gigantesca. O filme sequer se aproxima do filme do Romero. Novamente, o estilo se sobrepôs ao conteúdo: Houve tamanha preocupação com como os filmes pareciam naquela época, como eram os enquadramentos e os travellings, as cores, a sujeira na película, as falhas aqui e ali, a música, enfim, tudo o que caracterizaria um filme mais do tipo B que o filme em si soa menos interessante. O problema é que toda a estética adotada funciona, e funciona muito bem, nos primeiros minutos de filme. É divertido ver as manchas aqui e ali, o trailer falso em som tipo Mono exibido antes do filme, os movimentos desnecessários, as atuações excessivas de alguns coadjuvantes, o gore e sangue extremamente falsos e muito divertidos. Porém, passados esses minutos iniciais, a novidade acaba, para nós. Mas não para Robert Rodriguez. Para Robert Rodriguez isso nunca é demais. E o filme se encerra nisso.
Daí, com exceção disso, tudo fica meio assim, com clima de displicência, pouco caso mesmo. O ritmo do filme é irregular e o mais assustador do filme foi o fato de eu ter notado que em muitos momentos eu estava entediado no cinema. Durante um filme de zumbis e ação. Considerando como eu aprecio filmes de zumbis - tanto os lentos como os rápidos - e como eu esperava por esse filme, achei estranho.
Pomba, até meu desktop tá com o papel de parede do Planeta Terror:

Eu, muito feliz, aguardando a estréia do Planeta Terror.
Daí entra aquela questão: "Oras, você estava ansioso, com expectativas em alta e elas não foram supridas, acontece". O problema é que minha única expectativa era me divertir e ver sangue falso e algumas explosões na tela. Por esse lado, realmente, foi tudo ok mas o problema do filme é esse ritmo irregular, mesmo. E como lida com muitos personagens o tempo todo, sem nenhuma profundidade ou sutilezas, você freqüentemente se pergunta por que diabos eles cortou a história ali e mudou para o outro personagem ou coisa do gênero. Ironicamente, essa cartilha de corte + corte + corte = filme dinâmico não funcionou, e o filme dependia muito disso. Aí a história parece estar sempre perdendo o foco, o que o faz perder o foco, por conseqüência.
Apesar de tudo, o filme não é uma merda. É um médio-bom, no máximo. Não acho que o filme recrie os filmes dos gêneros apresentados com tanta fidelidade mas sequer consegue encontrar sua própria voz. Um colega me disse que "O filme não quer ensinar nada, só quer divertir e para isso, ele o faz com louvor". Não esperava lições de vida em um filme chamado Planeta Terror nem acho que um filme precisa ensinar algo para ter algum valor. A mensagem do filme é clara e pouco aproveitada, eu acredito. Vale a pena por algumas seqüências muito boas e muito divertidas mas a impressão geral não é tão divertida. Com Kill Bill Vol. 1, que também se propõe a divertir somente, eu saí do cinema andando nas nuvens. Repeti a dose no cinema, na época tinha o filme gravado em um porco VCD (Duplo!) e atualmente o possuo em DVD. E continuo achando extremamente divertido e sensacional. Não sei se com o passar do tempo eu vou acabar gostando mais de Planeta Terror. No cinema não pretendo rever, certamente. Um lançamento em DVD ganha minha locação, já. Pode ser que no televisor tudo pareça mais interessante, quem sabe?
Agora é só aguardar o lançamento de À Prova de Morte, do Tarantino que todo mundo que já viu, crítico de cinema ou não, diz que é melhor e etc. Eu aguardava com mais interesse para assistir ao Planeta Terror, por causa do tema tão apetitoso ainda que sempre tive meus problemas com o Rodriguez. No momento, em questão de expectativas, eu diria que há um empate.
Não sei bem o que dizer ainda. Saí do cinema com uma impressão desagradável, de filmete medíocre. Honestamente, os filmes do Robert Rodriguez geralmente me deixam com essa impressão. Sin City eu achei uma bobagem, muito quadrinho e pouco cinema. E analisando agora, Planeta Terror sofre de um mesmo mal: O estilo se sobrepõe ao conteúdo. Em Sin City, o estilo incrivelmente fiel aos quadrinhos foi seu único mérito e seu grande defeito. Quadrinhos não são cinema e vice-versa. Cada mídia tem suas características próprias e a narrativa de uma nem sempre se encaixa exatamente na outra. Em Planeta Terror isso não precisaria ser um problema uma vez que é um filme que homenageia tantos outros, ou seja, tá tudo já meio que pronto.
Mas Robert Rodriguez conseguiu inclusive diminuir o gênero em algo raso e pouco interessante. Quando li uma primeira crítica do filme, citaram A Noite dos Mortos Vivos. Citaram que Planeta Terror não vai além disso e etc. O que prova ser uma besteira gigantesca. O filme sequer se aproxima do filme do Romero. Novamente, o estilo se sobrepôs ao conteúdo: Houve tamanha preocupação com como os filmes pareciam naquela época, como eram os enquadramentos e os travellings, as cores, a sujeira na película, as falhas aqui e ali, a música, enfim, tudo o que caracterizaria um filme mais do tipo B que o filme em si soa menos interessante. O problema é que toda a estética adotada funciona, e funciona muito bem, nos primeiros minutos de filme. É divertido ver as manchas aqui e ali, o trailer falso em som tipo Mono exibido antes do filme, os movimentos desnecessários, as atuações excessivas de alguns coadjuvantes, o gore e sangue extremamente falsos e muito divertidos. Porém, passados esses minutos iniciais, a novidade acaba, para nós. Mas não para Robert Rodriguez. Para Robert Rodriguez isso nunca é demais. E o filme se encerra nisso.
Daí, com exceção disso, tudo fica meio assim, com clima de displicência, pouco caso mesmo. O ritmo do filme é irregular e o mais assustador do filme foi o fato de eu ter notado que em muitos momentos eu estava entediado no cinema. Durante um filme de zumbis e ação. Considerando como eu aprecio filmes de zumbis - tanto os lentos como os rápidos - e como eu esperava por esse filme, achei estranho.
Pomba, até meu desktop tá com o papel de parede do Planeta Terror:

Daí entra aquela questão: "Oras, você estava ansioso, com expectativas em alta e elas não foram supridas, acontece". O problema é que minha única expectativa era me divertir e ver sangue falso e algumas explosões na tela. Por esse lado, realmente, foi tudo ok mas o problema do filme é esse ritmo irregular, mesmo. E como lida com muitos personagens o tempo todo, sem nenhuma profundidade ou sutilezas, você freqüentemente se pergunta por que diabos eles cortou a história ali e mudou para o outro personagem ou coisa do gênero. Ironicamente, essa cartilha de corte + corte + corte = filme dinâmico não funcionou, e o filme dependia muito disso. Aí a história parece estar sempre perdendo o foco, o que o faz perder o foco, por conseqüência.
Apesar de tudo, o filme não é uma merda. É um médio-bom, no máximo. Não acho que o filme recrie os filmes dos gêneros apresentados com tanta fidelidade mas sequer consegue encontrar sua própria voz. Um colega me disse que "O filme não quer ensinar nada, só quer divertir e para isso, ele o faz com louvor". Não esperava lições de vida em um filme chamado Planeta Terror nem acho que um filme precisa ensinar algo para ter algum valor. A mensagem do filme é clara e pouco aproveitada, eu acredito. Vale a pena por algumas seqüências muito boas e muito divertidas mas a impressão geral não é tão divertida. Com Kill Bill Vol. 1, que também se propõe a divertir somente, eu saí do cinema andando nas nuvens. Repeti a dose no cinema, na época tinha o filme gravado em um porco VCD (Duplo!) e atualmente o possuo em DVD. E continuo achando extremamente divertido e sensacional. Não sei se com o passar do tempo eu vou acabar gostando mais de Planeta Terror. No cinema não pretendo rever, certamente. Um lançamento em DVD ganha minha locação, já. Pode ser que no televisor tudo pareça mais interessante, quem sabe?
Agora é só aguardar o lançamento de À Prova de Morte, do Tarantino que todo mundo que já viu, crítico de cinema ou não, diz que é melhor e etc. Eu aguardava com mais interesse para assistir ao Planeta Terror, por causa do tema tão apetitoso ainda que sempre tive meus problemas com o Rodriguez. No momento, em questão de expectativas, eu diria que há um empate.
20071107
Como as coisas funcionam!
O site Howstuffworks apresenta artigos que mostra como as coisas funcionam, literalmente. Eles dizem que é para você aprender como "tudo" funciona. Um dos meus artigos favoritos é, definitivamente o que explica como os Zumbis funcionam. Na parte de ciência.
Na página 4, uma das mais úteis, o site apresenta dicas para o "Zombie Self-Defense" e como evitar os erros mais comuns.
Entre os erros, o mais justo: Deixar sentimentos e argumentos ficarem na frente da sua sobrevivência.
Aliás, todos os artigos do dito "Canal Sobrenatural" do site são incríveis, ainda que não tenha lido todos ainda. Os títulos vão desde "Os animais podem pressentir a morte?" até o Chupacabras, além de como o Déja Vu, Mummies e Nirvana funcionam, o que deve ser interessante para essa moçada que tá a fim de montar uma banda grunge ou uma dupla meio merda brasileira.
Na página 4, uma das mais úteis, o site apresenta dicas para o "Zombie Self-Defense" e como evitar os erros mais comuns.
Entre os erros, o mais justo: Deixar sentimentos e argumentos ficarem na frente da sua sobrevivência.
Aliás, todos os artigos do dito "Canal Sobrenatural" do site são incríveis, ainda que não tenha lido todos ainda. Os títulos vão desde "Os animais podem pressentir a morte?" até o Chupacabras, além de como o Déja Vu, Mummies e Nirvana funcionam, o que deve ser interessante para essa moçada que tá a fim de montar uma banda grunge ou uma dupla meio merda brasileira.
20070907
Ah... o velho jogo da sedução!
Assunto: é chegar e pegar a mulherada. batata!!!
Data: Fri, 7 Sep 2007 04:11:49 -0300
De: carla [carla@promovend.net]
Responder a: carla [carla@promovend.net]
Para: [captdimitri@yahoo.com.br]
Se vc quer chegar pegar a mulherada esta é sua vez.
O perfume Apaixonante e batata, é passar e a mulherada
fica doida. Só passo o site prá quem está interessado, ok?
É UMA FACA DE DOIS GUMES pra mulher conquistar homens, e duas gotinha no pescoço e deixar
o cara babando... é tira e queda. O site é este http://www.comprafacilja.com
Batata ou não, eu não clicaria no link se eu fósse vc, ok?
20070905
O melhor sanduíche da história
Ontem fui ao Burger King. Comi o melhor sanduíche de todos os tempos. Chama-se BK Stacker. Há o duplo, o triplo e o quádruplo, correspondente com a quantidade de hamburgeres, queijo e bacon que virá. Obviamente comi o quádruplo.

É incrível como é delicioso. E quase mortal. De acordo com esse artigo na Wikipedia, o quádruplo, composto de quatro hamburgeres e oito fatias de bacon tem 1000 calorias, 240mg de colesterol, 1800mg de sódio e 3g de gordura do tipo trans. Nesse artigo sobre gordura trans, dizem que o recomendável é consumir até 2g de gordura trans por dia, e o consumo excessivo aumenta as chances de aparecer "a placa de gordura no interior de veias e artérias, que pode causar infarto ou derrame cerebral".
Não sei se a versão brasileira tem as mesmas características nutricionais. No fundo, eu realmente não me importo, eu só procurava o número certo de bacons que o BK Stacker tem, via de regra. E esse número é oito. Deliciosamente mortal ou mortalmente delicioso? Eu diria, se me permite licença poética, que é deliciosamente delicioso.
Se você come carne e, como eu, não acredita em gordura trans, deus, coma esse sanduíche. Se você acredita na marvada, recomendo comer pra entender como a gordura trans melhora a sua comida.
Sei que isso soa muito como propaganda mas é que eu fiquei tão feliz, um tanto emocionado até, em encontrar um cheese bacon tão farto e saboroso que estou, informalmente declarando o fim do "Circuito X-Bacon". Não quero me antecipar mas agora, duvido muito que outro sanduíche me impressonará tanto. Pomba, assim que eu peguei o sanduíche e dei a primeira mordida, logo senti o bacon crocante e no ponto. O delicioso hamburger da Burker King, grelhado. E cãibra no maxilar.
Francamente, ao comer o sanduíche você entende o que é a cãibra. É um sinal de que deus quer espalhar a sua palavra através de deliciosas oito fatias de bacon.
OBS: A foto do sanduíche na Wikipédia está um horror. Desconsidere-a. O que eu comi, pelo menos, era melhor do que a foto de divulgação que eu postei aqui, no duro mesmo!

É incrível como é delicioso. E quase mortal. De acordo com esse artigo na Wikipedia, o quádruplo, composto de quatro hamburgeres e oito fatias de bacon tem 1000 calorias, 240mg de colesterol, 1800mg de sódio e 3g de gordura do tipo trans. Nesse artigo sobre gordura trans, dizem que o recomendável é consumir até 2g de gordura trans por dia, e o consumo excessivo aumenta as chances de aparecer "a placa de gordura no interior de veias e artérias, que pode causar infarto ou derrame cerebral".
Não sei se a versão brasileira tem as mesmas características nutricionais. No fundo, eu realmente não me importo, eu só procurava o número certo de bacons que o BK Stacker tem, via de regra. E esse número é oito. Deliciosamente mortal ou mortalmente delicioso? Eu diria, se me permite licença poética, que é deliciosamente delicioso.
Se você come carne e, como eu, não acredita em gordura trans, deus, coma esse sanduíche. Se você acredita na marvada, recomendo comer pra entender como a gordura trans melhora a sua comida.
Sei que isso soa muito como propaganda mas é que eu fiquei tão feliz, um tanto emocionado até, em encontrar um cheese bacon tão farto e saboroso que estou, informalmente declarando o fim do "Circuito X-Bacon". Não quero me antecipar mas agora, duvido muito que outro sanduíche me impressonará tanto. Pomba, assim que eu peguei o sanduíche e dei a primeira mordida, logo senti o bacon crocante e no ponto. O delicioso hamburger da Burker King, grelhado. E cãibra no maxilar.
Francamente, ao comer o sanduíche você entende o que é a cãibra. É um sinal de que deus quer espalhar a sua palavra através de deliciosas oito fatias de bacon.
OBS: A foto do sanduíche na Wikipédia está um horror. Desconsidere-a. O que eu comi, pelo menos, era melhor do que a foto de divulgação que eu postei aqui, no duro mesmo!
20070903
Blade Runner - The Final Cut
Exibido pelo Ridley Scott no sábado, durante o 64º Festival Internacional de Veneza, mais uma montagem do filme Blade Runner que, de acordo com o diretor, "esse sim é 'Blade Runner' como eu o havia imaginado".
Por um lado, acho a atitude interessante. Afinal, a obra é dele, e ele a manipula como quiser. Se você não gostar, ignore-a ou faça você mesmo um novo "Blade Runner", oras. Por outro, não gosto tanto dessas alterações de obras consagradas, atualizações de toda forma. Aprecio restaurações, definitivamente. Isso deveria acontecer até com maior freqüência, para preservar as obras. Mas essas alterações acabam, pra mim, rompendo com a beleza errada de um filme de um diretor inexperiente, um filme que simplesmente simboliza aquele período da vida dele e do mundo, de forma geral.
Na realidade, isso dificilmente se caracterizaria um problema, uma vez que considero o primeiro lado, acima de tudo. Porém, o caso de "Blade Runner" retringe a propriedade intelectual da versão original uma vez que, após o lançado da "Versão do Diretor" em 1992, a versão original (Existem duas: A "Versão de Cinema" e a "Versão Internacional") tornou-se rara. Aliás, quase que impossível. Fitas VHS antigas, que você encontra por aí geralmente já são da versão do diretor. Os DVDs, o mesmo problema. Consegui ver a "Versão de Cinema" apenas após baixar o filme em Divx, apenas. A "Versão Internacional", se é que há tanta diferença assim, nunca vi. Com isso, a sensação que fica é que o Ridley Scott não apenas faz alterações da sua obra mas nega o passado dela, o que é um erro tremendo.
O problema todo, dizem, é que como em 1982 ele estourou o orçamento do filme, editaram "Blade Runner" sem a participação do Ridley Scott. Em 1992, para redimir o problema, Ridley Scott lançaria a dita "Versão do Diretor", contudo, novamente disse que o apressaram, etc, etc, etc, não foi dessa vez. Essa "Montagem Final" começou a ser feita em 2000 e não foi lançada antes por problemas judiciais até que, ano passado, foi relançada a "Versão do Diretor" em DVD - naquela caixa vermelha bacanuda e agora, no aniversário de 25 anos da versão original, essa "Final Cut" "será projetada em salas de Nova York e de Los Angeles em 5 de outubro, e depois será distribuído em todo os Estados Unidos a partir de 18 de dezembro".
Essa distribuição a partir de dezembro será através de DVD (E nas recentes HD-DVD e Blue-Ray) e é aqui que a coisa fica interessante. Haverá uma versão dupla da "Final Cut":
Uma versão quádrupla com todas as versões existentes incluindo a "Final Cut":
E por fim, uma edição ultra especial com cinco discos e um monte de frescuras como um unicórnio em Origami, um documentário de três horas e meia, fotografias e etc, além de um outra versão ainda, a "Versão Workprint", que dizem ser a "mais radicalmente diferente" - a conferir:
Ficam as dúvidas em relação ao lançamento disso aqui no Brasil. Acho improvável - mas não impossível - o lançamento nos cinemas daqui, nem que seja em um ou dois. E o lançamento em DVD, honestamente, adoraria ver a versão da maleta e cinco discos mas acho mais provável a edição de quatro discos ou mesmo a de cinco discos em caixa, enfim. A Warner, aqui no Brasil, não tem sido muito generosa. Por exemplo, vende os filmes do Kubrick, daquela coleção de caixas brancas, ultimamente a um preço consideravelmente baixo o que indica que poderiam lançar as edições duplas e especiais de alguns desses filmes ("2001 - Uma Odisséia no Espaço", "Laranja Mecânica" e "O Iluminado" já são possíveis de comprar em pré-venda, com lançamento em outubro, lá fora) mas não há nenhum anúncio do tipo, por aqui. Freqüentemente esse tipo de coisa simplesmente não chega aqui ou chega com limitações.
Lá, nos Estados Unidos, duas edições especiais de "O Mágico de Oz" foram lançadas. A dupla e a tripla. A diferença ficava no tipo de embalagem, mais extras na edição tripla além de bobices como 9 fotos, uma reprodução do ingresso da estréia do filme, um livreto, esse tipo de coisa que todos adoramos. Aqui no Brasil só foi lançada a edição tripla, que apesar de parecer limitante, é compreensível, pelo menos lançaram a melhor versão. Os extras, nos discos, todos intactos e legendados, o que é ainda pouco usual, aliás. Porém, das nove fotos, apenas cinco figuram na embalagem tupiniquim, e só. Nada de livreto ou ingresso. Ainda assim, considero um lançamento de extrema qualidade, considerando o mercado brasileiro de DVDs, de maneira geral e da minha coleção pessoal, é dos que tenho mais orgulho.

De volta ao "Blade Runner", mesmo que vier sem os extras físicos - unicórnio de origami, fotografias e etc - já ficaria extremamente feliz de um lançamento competente, e legendado, do filme, com os cinco discos. O legal seria a um preço acessível, afinal, lá está sendo vendido a US$55. Claro, nesse aspecto já não tenho nenhuma esperança mas em relação a uma edição decente, por que não?
20070825
O Destino de Poseidon
Graças a HBO, vi o novo "Poseidon", com o Kurt Russell e etc. Não sei se fui eu que perdi o foco do filme ou esta versão do filme é a alegre história de como a Fergie é consumida pelo mar e todos vivem felizes para sempre?
20070824
Acabou o drama
Pois bem.
Aparentemente meu amigo roedor leu o relato aqui ontem e enfim, entregou-se.
Hoje pela manhã foi encontrado, semi-morto. Acho que o veneno deu certo no final das contas ou de fato, convenci o rato, modéstia à parte.
Aliás, após vê-lo, entendi o porquê da ratoeira não tê-lo beliscado e pouco tinha a ver com possessões ou Ratos-Aranhas: Ele era realmente minúsculo, sequer tinha peso pra ativar aquela geringonça.
Alguém quer comprar duas ratoeiras, semi-novas?
Aparentemente meu amigo roedor leu o relato aqui ontem e enfim, entregou-se.
Hoje pela manhã foi encontrado, semi-morto. Acho que o veneno deu certo no final das contas ou de fato, convenci o rato, modéstia à parte.
Aliás, após vê-lo, entendi o porquê da ratoeira não tê-lo beliscado e pouco tinha a ver com possessões ou Ratos-Aranhas: Ele era realmente minúsculo, sequer tinha peso pra ativar aquela geringonça.
Alguém quer comprar duas ratoeiras, semi-novas?
20070823
Ra·ta·tui
Após um susto no quintal, minha mãe proclamou: "Tem um rato aqui em casa". Apesar dos esforços, ele alojou-se aqui, na sala onde fica o computador. Só descobrimos a criatura após notarmos um pouco de serragem, roída de um móvel e assim sendo, colocamos veneno aqui. Não qualquer veneno mas o Mortein Isca Para Ratos, um pacotinho simpático, exatamente este aqui:

A descrição, sempre entusiasta, nos diz que "para garantir que o rato coma a isca, Mortein Rodasol é preparada com ingredientes que os roedores gostam, sendo muito atrativas para eles" e que "a maioria das mortes ocorrerá entre 5 a 7 dias após o consumo das iscas" e além disso, intuitivamente "os ratos se afastarão da casa para morrer". Você não abre o pacote, você o deixa em locais estratégicos e como tem ingredientes que nenhum rato dispensaria, ele roerá o pacote, comerá o veneno, sentirá as dores da morte e possivelmente deixará sua casa para morrer em Paris ou ver a família uma vez que seu destino está selado. Apesar de toda a poesia da coisa, e eu tinha lá minhas esperanças no negócio, dia após dia deparávamo-nos com as frustrantes embalagens imaculadas, sem o menor sinal de contato de nosso pequeno amigo, o que, convenientemente denota que o rato aqui tem um paladar diferente do que os tantos para os quais aquele fast-food seria um tremendo banquete.
Nesse meio tempo, em algumas poucas ocasiões, sentado aqui, me deparei com o rato. Duas foram claras: Ele passou por mim e entrou em um armário que fica na altura do chão ao passo que, eu, corajosamente, corri atrás e coloquei um saco de ração de 20KG contra a porta do armário. É um rato muito pequeno, cinzento, cauda longa e passo apressado. O outro momento deu-se instantes depois, quando o rato veio correndo em minha direção, vindo do mesmo lugar, com saco de ração e tudo, quando eu impulsivamente me mexi na cadeira, dei com os joelhos na mesa do computador e com o estrondo causado, o rato virou as costas e voltou para seu esconderijo.
Já defendia a idéia de uma ratoeira aqui em casa por razões meramente estéticas, admito. Desde criança, meu único contato com ratos em casa deu-se com os incontáveis hamsters que tive, todos com o aval de animal de estimação. Ratos, enquanto praga, é a primeira vez e impulsionado pelos excitantes desenhos de caça ao rato, sabia que nada dizia tão bem, em imagens, que há um rato pela casa do que uma ratoeira. Só tive absoluta certeza após Flávia me dizer que certa vez, em sua casa, um rato grande e preto aterrorizava sua família. O veneno, similar a grãos de ração canina, colocado por diversos locais da casa era encontrado na sala, toda manhã, religiosamente empilhado e intacto. O rato possuído só foi exterminado após a colocação de ratoeiras pela casa. Um argumento irrefutável. Foi um tanto decepcionante ver que as ratoeiras de hoje em dia não são tão bacanas como as dos desenhos animados. Parecem mais funcionais do que belas. Aliás, são assustadoras até para alguns de nós.

Em compensação, são baratas. Custaram cerca de R$0.80 cada. Como trata-se de apenas um rato em um ambiente pequeno, duas já pareceram suficientemente agressivas, com suas proporções respeitadas. Mantendo a animada tradição, um pequeno cubo de queijo seria a isca perfeita.
Dois dias depois, em uma delas, a isca perfeita foi retirada, sem ativar o sistema. A outra, por sua vez, permanece fria e sedenta, o queijo endurecendo desagradalvemente e pude constatar algum tipo de fungo se formando ali, cinco dias depois.
Não sei exatamente o que é que há com esse rato. Diria que era imaginário, definitivamente, se não o tivesse visto. Não tenho certeza se foi ele quem pegou o queijo da primeira ratoeira e se o fez, como que não ativou a ratoeira? Sinceramente, tenho medo de pensar que estou diante de outro caso de possessão em ratos. Ou quem sabe, de um novo astro da Disney.
A descrição, sempre entusiasta, nos diz que "para garantir que o rato coma a isca, Mortein Rodasol é preparada com ingredientes que os roedores gostam, sendo muito atrativas para eles" e que "a maioria das mortes ocorrerá entre 5 a 7 dias após o consumo das iscas" e além disso, intuitivamente "os ratos se afastarão da casa para morrer". Você não abre o pacote, você o deixa em locais estratégicos e como tem ingredientes que nenhum rato dispensaria, ele roerá o pacote, comerá o veneno, sentirá as dores da morte e possivelmente deixará sua casa para morrer em Paris ou ver a família uma vez que seu destino está selado. Apesar de toda a poesia da coisa, e eu tinha lá minhas esperanças no negócio, dia após dia deparávamo-nos com as frustrantes embalagens imaculadas, sem o menor sinal de contato de nosso pequeno amigo, o que, convenientemente denota que o rato aqui tem um paladar diferente do que os tantos para os quais aquele fast-food seria um tremendo banquete.
Nesse meio tempo, em algumas poucas ocasiões, sentado aqui, me deparei com o rato. Duas foram claras: Ele passou por mim e entrou em um armário que fica na altura do chão ao passo que, eu, corajosamente, corri atrás e coloquei um saco de ração de 20KG contra a porta do armário. É um rato muito pequeno, cinzento, cauda longa e passo apressado. O outro momento deu-se instantes depois, quando o rato veio correndo em minha direção, vindo do mesmo lugar, com saco de ração e tudo, quando eu impulsivamente me mexi na cadeira, dei com os joelhos na mesa do computador e com o estrondo causado, o rato virou as costas e voltou para seu esconderijo.
Já defendia a idéia de uma ratoeira aqui em casa por razões meramente estéticas, admito. Desde criança, meu único contato com ratos em casa deu-se com os incontáveis hamsters que tive, todos com o aval de animal de estimação. Ratos, enquanto praga, é a primeira vez e impulsionado pelos excitantes desenhos de caça ao rato, sabia que nada dizia tão bem, em imagens, que há um rato pela casa do que uma ratoeira. Só tive absoluta certeza após Flávia me dizer que certa vez, em sua casa, um rato grande e preto aterrorizava sua família. O veneno, similar a grãos de ração canina, colocado por diversos locais da casa era encontrado na sala, toda manhã, religiosamente empilhado e intacto. O rato possuído só foi exterminado após a colocação de ratoeiras pela casa. Um argumento irrefutável. Foi um tanto decepcionante ver que as ratoeiras de hoje em dia não são tão bacanas como as dos desenhos animados. Parecem mais funcionais do que belas. Aliás, são assustadoras até para alguns de nós.
Em compensação, são baratas. Custaram cerca de R$0.80 cada. Como trata-se de apenas um rato em um ambiente pequeno, duas já pareceram suficientemente agressivas, com suas proporções respeitadas. Mantendo a animada tradição, um pequeno cubo de queijo seria a isca perfeita.
Dois dias depois, em uma delas, a isca perfeita foi retirada, sem ativar o sistema. A outra, por sua vez, permanece fria e sedenta, o queijo endurecendo desagradalvemente e pude constatar algum tipo de fungo se formando ali, cinco dias depois.
Não sei exatamente o que é que há com esse rato. Diria que era imaginário, definitivamente, se não o tivesse visto. Não tenho certeza se foi ele quem pegou o queijo da primeira ratoeira e se o fez, como que não ativou a ratoeira? Sinceramente, tenho medo de pensar que estou diante de outro caso de possessão em ratos. Ou quem sabe, de um novo astro da Disney.
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